Posts

[NEUROGASTRONOMIA] Indicação bibliográfica: Lugar de médico é na cozinha

Lugar de médico é na cozinha - Dr. Alberto Peribanez Gonzalez

Lugar de médico é na cozinha – Dr. Alberto Peribanez Gonzalez

Lugar de Médico É na Cozinha

Autor: Gonzalez, Alberto Peribanez

Editora: Alaúde

Categoria: Gastronomia / Alimentos

Este livro, mostra, com base científica, que a chave para a cura e para a saúde pode estar bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro de sua própria cozinha.

Inclui 88 receitas saudáveis e saborosas.

 

 

 

“Em Lugar de médico é na cozinha“, o doutor Alberto Peribanez Gonzalez (www.doutoralberto.com) mostra que a chave para a saúde está bem à mão, nos alimentos da horta e do pomar, dentro da sua própria cozinha. Com base em extensa pesquisa científica, o autor lança a alternativa da alimentação viva, que, empregada já por povos sadios da Antiguidade, propõe a transformação de hábitos nocivos arraigados em atitudes consciente de saúde. Probiótica, nutracêutica, sinergismo e medicina integrativa são alguns dos termos dessa revolução médica, que renova a abordagem do tratamento de doenças e amplia a dimensão da saúde para além do corpo humano, abrangendo também a harmonia com a natureza e com o planeta que habitamos.”

 

 

“Degustação”: Parte II, pág. 126

Parte II - Pág. 126

Parte II – Pág. 126

 

[NEUROGASTRONOMIA] Miguel Sanchez Romera e seu Mix de Neurologia e Gastronomia

O neurologista e chefe de cozinha Miguel Sanchez Romera, apaixonado por culinária e pela medicina, decidiu aliar essas duas atividades e criou o que chama de neurogastronomia. Os pratos do restaurante Romera, em Nova York, são montados por ele com o objetivo de mexer com a mente daqueles que experimentam sua comida. “A intenção é interagir com o nosso cérebro. A disposição dos alimentos não tem a função somente de embelezar o prato, mas de modificar os nossos conceitos e percepções”, observa o chefe Pascal Jolly, do bistrô Chez L’Ami Martin, no Rio de Janeiro.

Romera é natural da argentina, mas foi na Espanha que aprimorou suas técnicas culinárias. “A neurogastronomia é uma evolução da cozinha espanhola, que, apesar de muito rústica, sempre buscou pratos de sabor pronunciado”, explica Jolly. Ao contrario do que você pode estar imaginando, a cozinha neurogastronômica não serve menus completamente desconhecidos. “É interessante que, apesar de serem usadas as técnicas mais modernas de preparação e cozimento desses alimentos, não há nenhuma novidade no que é servido. Os ingredientes são típicos da culinária tradicional, que já conhecemos”, esclarece o chefe do Chez L’Ami Martin.

A grande diferença dos pratos neurogastronômicos para os tradicionais é que eles são montados de maneira artesanal, com muitas cores e ingredientes selecionados. O chefe argentino procura a harmonia perfeita dos alimentos para aguçar os cinco sentidos de quem os experimenta. “A neurogastronomia prioriza a geometria e as cores do prato servido, para estimular a memória e a percepção das cores, através do aspecto da comida”, diz Jolly.

A experiência gastrônomica de Romera é única no mundo, mas, de acordo com o chefe Pascal Jolly, aqui no Brasil, o chefe Felipe Bronze faz algo parecido no restaurante carioca Oro. “Ele faz a chamada culinária sensorial, que busca despertar emoções e sensações através dos alimentos. Ainda assim, no entanto, não é exatamente neurogastronomia. Por ser um médico, o Romera trabalha de uma forma cientifica, visando desfocar a maneira como nosso cérebro interage com a comida”, completa.

[NEUROGASTRONOMIA] Os magos das panelas… e dos neurônios!

 Os magos das panelas… e dos neurônios!

Por Inês Cozzo

“Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette*, artista que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. Ela sabia que, depois de comer, as pessoas não permanecem as mesmas. Coisas mágicas acontecem” Chef Paulinho Pecora

Mágicas, na nossa percepção, porque na realidade, a neurociência já provou, ou vem provando, que tudo que os mestres da alquimia fazem, de pegar ingredientes isolados e combiná-los em sabores indizivelmente fantásticos, pode ser potencializado com as descobertas mais incríveis sobre as influências que estes ingredientes (separados ou juntos) pode causar no nosso organismo psíquico e neuroquímico em termos de comportamento! Comportamentos estes que, nas empresas, são chamados de competências e que são essenciais para alavancar mais e melhores negócios.

chef ensinando como juntar ingredientes separados e criar um prato inédito e delicioso.

Agora, imagine também, toda essa explosão de sabor saudável a serviço do desenvolvimento humano, apresentado através de técnicas e práticas para Teambuilding, Team work, liderança, gestão de talentos, gestão da mudança entre inúmeros outros processos de desenvolvimento organizacional!

 

(*) A Festa de Babette

Sinopse

Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

Em 1871, em noite de tempestade, Babette chega a um vilarejo na Dinamarca, fugindo da França durante a repressão à Comuna de Paris. Ela se emprega como faxineira e cozinheira na casa de duas solteironas, filhas de um rigoroso pastor. Ali ela vive por quatorze anos, até que um dia fica sabendo que havia ganhado uma fortuna na loteria e, ao invés de voltar à França, ela pede permissão para preparar um jantar em comemoração aos centésimo aniversário do pastor. A princípio, os convidados ficam assustados, temendo ferir alguma lei divina ao aceitar um jantar francês, mas acabam comparecendo e se deliciam com a festa de Babette.

Elenco

  • Stéphane Audran …. Babette Harsant
  • Birgitte Federspiel …. velha Martina
  • Bodil Kjer …. velha Philippa
  • Jarl Kulle …. velho Lorens Lowenhielm
  • Jean-Philippe Lafont …. Achille Papin
  • Bibi Andersson …. mulher sueca
  • Ghita Nørby …. narradora
  • Asta Esper Hagen Andersen …. Anna
  • Thomas Antoni …. tenente sueco
  • Gert Bastian …. homem pobre

Principais prêmios e indicações

Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.Oscar 1988 (EUA)

BAFTA 1989 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de melhor filme em língua não inglesa.
  • Indicado nas categorias de melhor atriz (Stéphane Audran), melhor fotografia, melhor direção, melhor filme e melhor roteiro adaptado.

Festival de Cannes 1987 (França)

  • Recebeu o Prêmio Ecumênico.

Globo de Ouro 1989 (EUA)

  • Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Festival du Cinéma Nordique de Rouen 1988 (França)

  • Recebeu os prêmios da audiência e do Grande Júri.

Ligações externas

 

[NEUROGASTRONOMIA] Pensar em algum alimento diminui a vontade de comê-lo!

A força da imaginação pode ajudar você a emagrecer

Pesquisa mostra que pensar em algum alimento diminui a vontade de comê-lo

“Espero que nos faça aprender a ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis”

Carey Morewedge, pesquisador

Quer comer uma barra de chocolate ou aquele prato de batata frita sem sair da sua dieta? Basta imaginar-se comendo tudo isso que a vontade passa. Pelo menos é isso que garante uma nova pesquisa da universidade americana Carnegie Mellon, na Pensilvânia.

Os estudiosos testaram em voluntários os impactos do pensamento na vida real e constataram que imaginar-se consumindo determinado alimento pode reduzir significativamente a vontade de comê-lo de verdade. Até então, acreditava-se que pensar em comida aumentava o apetite. Os resultados mostraram ainda que apenas pensar sobre o alimento ou imaginar o consumo de outra comida diferente da que lhes foi oferecida não surte nenhum efeito significativo.

“Os resultados sugerem que a tentativa de suprimir pensamentos sobre alimentos apetitosos com o objetivo de reduzir o desejo por ele é uma estratégia fundamentalmente falha”, enfatizou Carey Morewedge, autor do estudo. “Acreditamos que esses achados vão ajudar a desenvolver futuras intervenções para reduzir o desejo de consumir alimentos não saudáveis, drogas e cigarros. Espero que nos faça aprender a ajudar as pessoas a fazerem escolhas mais saudáveis.” A pesquisa foi publicada na revista Science.

[NEUROGASTRONOMIA] Gastronomia e humor (muito) inteligente

Gastronomia e humor (muito) inteligente

Maravilhoso texto de João Quadros:

“Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE)

demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo

Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores

portugueses.”

Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez

porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de

frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.

Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.

Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia,

sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti?

Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.

Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo. Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.

Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém

interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras.

Fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A

minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num

supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.

Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo

marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: “tem polvo

marroquino?”, sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. “Queria

quinhentos de polvo marroquino” – tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.

Eu, às vezes penso:

O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.

JOÃO QUADROS . NEGÓCIOS ONLINE

(TEXTO ESCRITO EM COMPLETO DESACORDO ORTOGRÁFICO)